Terapia de Casais

A influência da Psicoterapia familiar

No estágio supervisionado com o Dr. Ivan Capellato na faculdade, um professor que conviveu com Ronald Laing, o fundador da Antipsiquiatria e que chegou a estar no Brasil em 1977, surge um fascínio pela terapia familiar.

Capellato menciona Gregory Bateson de forma entusiasmada e chama a atenção para a importância deles e nos motiva em relação à terapia familiar, especialmente a de Jay Haley, Cloé Madanes com forte influência de Milton Erickson.

Esse entusiasmo nos leva ao “O primeiro congresso de terapia familiar sistêmica realizado” da América Latina, organizado pela Eirene, uma associação latino-americana de assessoramento e pastoral familiar realizado em Bogotá, Colômbia em 1984.

Continua por 18 anos a formação e os estudos sobre terapia familiar que levou à publicação do livro Manual de psicoterapia familiar adotado em 35 faculdades de psicologia no país e que foi prefaciado pelo seu ex-professor, Ivan Capellato.

terapia-familiar-livro-manual-de-terapia-familiarDepois de passar por Palo Alto em 1986 eu foi estudar com o grupo de Mara Selvine Palazzoli em Milão, conheceu também Maurizio Andolfi através da amiga Fiorângela Desidério e começa a perceber que os ericksonianos e os sistêmicos precisavam ser conhecidos no Brasil.

Existiam pessoas mais influentes para trazê-los para o nosso país, mas como isto não acontecia, tomou para si esta responsabilidade e empreendeu a difícil tarefa.

Antes tinha ido até Buenos Aires, viajando 38 horas de ônibus exclusivamente para comprar um livro de terapia familiar; Paradoxo e contra paradoxo de Mara Selvine Palazzoli, Chechin, Prata e Boscollo da Escola de Milão, a mais paradoxal de todas das escolas de terapia familiar e quando chegou de volta ao Brasil já o tinha lido.

A partir daí surge o seu livro Manual de terapia familiar, um livro talvez equivocado por ser muito técnico e tinha a arrogância do psicólogo recém formado entusiasmado com o que fazia e teve esse título pouco humilde.

O Manual de terapia familiar foi escrito entre 1983 e 84 e somente foi publicado três anos depois em 1987 pela Editora Vozes. Este livro, agora esgotado, entretanto, foi adotado por 35 faculdades e partes dele ainda são xerocadas e utilizadas.

Logo depois viajou para a Argentina e os Estados Unidos e começaram negociações que trouxeram ao Brasil alguns dos maiores psicoterapeutas familiares do mundo como: Salvador Minuchin, Ivan Boszormenyi-Nagy, Lynn Hoffman, Bradford Keeney, Checchin, Cloé Madanes, Jay Haley, Paul Watzlawick, Richard Fish, Steve De Shazer, Luigi Boscolo, Betty-Karrer, John Grinder, Haim Homer, Carlos Sluzki, Joseph Lopicollo, Zerka Moreno, Violet Oaklander, Humberto Maturana, Jeffrey Zeig, Jean Claude-Benoit, Johan Klefbeck e muitos outros.

José Carlos acima, ao lado de Paul Watzlawick, Joseph Lopicollo, Cloé Madanes e Bradford Keeney no Hotel Maksoud Plaza em São Paulo
Acima, em evento organizado por José Carlos, os professores: Rosa Macedo, Cloé Madanes, Carlos Molina, Mathilde Neder, Bradford Keeney, Maria José Esteves de Vasconcellos, Marília Baker e Jeffrey Zeig.
Humberto Maturana, sendo recebido pela primeira vez no Brasil, como convidado do Dr. José Carlos, para um congresso de psicoterapia breve no Hotel Maksoud Plaza em 1995, São Paulo
Esta é uma foto do Dr. Salvador Minuchin entre participantes do nosso congresso de Brasília onde participaram algumas das maiores autoridades do Brasil e onde estiveram presentes Betty Karrer, Cloé Madanes, Ivan Capelatto, Lynn Hoffman, Bradford Keeney, Carlos Molina e outros.

Existem mais de 2000 fotos, mais de 1000 vídeos de congressos que os interessados podem adquirir. Abaixo o Dr. Salvador Minuchin, que esteve pela primeira vez no Brasil a convite de José Carlos para conferências, uma delas no Hotel Mendes Plaza em Santos e outra em Brasília em 1997 com mais de 1500 pessoas em cada uma e as duas conferências que duram 9 dias.

Um pouco antes José Carlos tinha recebido o já falecido Dr. Ivan Borzsmenyi-Nagy em São Paulo para um evento histórico com a ajuda de expoentes como Carlos Molina, Rosa Macedo, Matilde Neder e muitos outros.

O engajamento de José Carlos com a terapia familiar foi intenso e foi pioneiro psicoterapeuta e divulgador da terapia familiar, para o progresso da nossa área, com todos os riscos políticos, financeiros, responsabilidades e limites.