O terrorismo é burro

Há mais de dez anos tenho refletido e escrito sobre a história do demônio e tenho descoberto o quanto “o mal” é contaminado por si mesmo e se destrói por seus próprios paradoxos.

Assim como observei antes, fazer os homens sofrerem não era o interesse do “Diabo” porque assim, eles se tornariam vítimas ou mártires, e o “Diabo” teria mandado uma multidão de homens para o céu, todos aqueles que preferiam morrer ao invés de se ajoelharem aos pés do “Diabo” para servi-lo e prestar-lhe cultos.

Na verdade, o “Diabo” andou produzindo tantos mártires e vítimas que se tornaram santos e que foram para o céu devido à ação do “Diabo”, que isto se tornou um contrassenso e de forma alguma interessava ao reino dos infernos.

O interesse do “Diabo” era atuar para que os homens fossem “losts”, ébrios voltados para si mesmos e para o prazer, e perdidos se tornariam os errantes de cada um de nós. Não precisamos fazer nada de errado para nos sentirmos culpados. A culpa é tudo o que de fato interessa ao nosso “Diabo” interior, e isto, por si só, já seria o suficiente para acender as chamas dos nossos infernos interiores.

Com o olhar do “Diabo”, seria ótimo se todos fossem ébrios e jamais se tornassem sãos ou sanos, ou melhor; “santos”, porque assim se afastariam do “Criador”, das suas origens naturais e saudáveis, e não se curvassem diante de “Deus”, portanto o “Inimigo” atuava seduzindo, usando todo seu arsenal intelectual e de estratégias e quase nunca precisava usar a força.

Eu entendi que o terrorismo não é necessariamente coisa do “Diabo”, porque ele, na verdade ajuda “Deus” e todas as suas vítimas, mártires e sofredores. Dentro de uma lógica judaico-cristã, todos os atingidos teriam normalmente um lugar reservado no Paraíso, e foi assim que eu percebi o quanto o terrorismo é ingênuo, burro, cego e limitado.

José Carlos Vitor Gomes,
(19) 99191-5685

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