O que é amar?

Amar se tornou coisa de gente corajosa.

Os amigos, os pacientes e eu temos nos perguntado sobre o que é o amor. Que fenômeno é este que se revela nas mídias e na vida? Não existem especialistas sobre amor. Somos todos aprendizes e para cada um de nós se revela como algo diferente. O amor é muito mais do que um tema fascinante. O amor é um comportamento e amar é vida em atitude e como disse o pensador, “Amor é aquilo que o amor faz”.

Todos se perguntam sobre o que é o amor e todos os dias, por todos os lados, milhões de pessoas dizem que amam e se confessam apaixonadas e muitas vezes não fazem a menor ideia sobre o que é este sentimento que movimenta os mundos que nos parece dizer; “ou bem me decifras ou eu te devoro!”.

Mas que bom que ninguém faça a mínima ideia sobre o que é o amor. Afinal, as ideias sobre o amor não nos levariam a nada e seriam apenas “ideias sobre o amor”, além do mais as ideias sobre ele nem de longe o definem, ainda que sejam convicções de “especialistas”, mas definir o que é amor seria tão absurdo como definir Deus!

Tenho notado que o amor é tão justo, implacável e inatingível, que os chamados “especialistas no amor” em geral têm uma história de vida amorosa muitas vezes pior do que aqueles que procuram por sua ajuda. Os “especialistas” desenvolveram estratégias inteligentes que os escudam e empresta-lhes um ar de superioridade quando se referem ao amor; ou seja, são misteriosos, não falam a respeito de si mesmos para não mostrar que de perto somos todos iguais, e que ninguém é normal e nem melhor do que ninguém em vivencias de amor.

Mais estranho e curioso ainda é como as pessoas ousam ter uma certeza quase que absoluta sobre o que elas não fazem a menor ideia, inclusive eu, e quanto a mim, eu já tive o privilégio de me declarar um clássico desconhecedor de quase tudo sobre o amor e isto por si só explicaria o resto.

Quanto mais falamos sobre as relações e o sobre amor, menos os compreendemos e mais aparece a nossa ignorância sobre o tema e é como se falássemos de Deus!

Para muitos o amor é um vício, um hábito ou uma droga, um compromisso ou uma dívida que nos prende no emaranhado das culpas, das carências e das necessidades. O amor não está nas palavras bonitas que dizemos ou escutamos, ainda que venha dos poetas e dos religiosos, o amor não está nos filmes e nas canções românticas, porque o amor é apenas atitude, está nas escolhas mais fiéis e leais da vida. O amor é simplesmente aquilo que ele é.

Quem ama não quer modificar amada e a prefere como ela “é” seja como for. Aquilo que você tem de diferente é o que lhe faz uma pessoa única, especial, exclusiva, charmosa e bela. Uma pessoa perfeita não é real e uma pessoa real não poderia e nem deveria ser perfeita.

Estamos neste mundo para evoluir e uma pessoa perfeita já estaria evoluída, não teria o que fazer aqui e nem deveria estar entre nós. Por fim, se prestarmos atenção, veremos que as únicas pessoas “normais” são aquelas que você não conhece bem, arredias e distantes.

Sabem de uma coisa? Ninguém tem obrigação nenhuma de ser normal. Tenho certeza de que muitos sonham com isto e teriam o maior prazer em ter todas as qualidades possíveis deste mundo, talvez porque assim você talvez fosse mais amada e mais querida por todo mundo, mas como veremos adiante, quando alguém recebe amor por suas qualidades, isto na verdade não tem nada a ver com amor.

Comecemos então por esta pergunta básica e quase irrespondível sobre “porque você ama esta e não aquela pessoa?” e se existisse alguma explicação para este fato, provavelmente já não se tratasse mais de amor, mas do encantamento por uma qualidade acidental que ela poderia ter. A beleza e os atributos físicos não são qualidades. São dons de Deus ou presentes da natureza. Ninguém poderia amar ninguém por razão nenhuma, porque o amor para ser amor teria que existir gratuitamente e por razão nenhuma.

A melhor forma de ser feliz “com alguém” é aprendendo a ser feliz “sem ninguém”, porque somente assim a sua companhia será uma escolha. Esta é uma das razões porque muitos procuram por um amor e continuam sozinhos, porque declaram precisar de alguém para superar a solidão e isto assusta aqueles que querem um amor e não querem ser um acompanhante de idosos carentes, mesmo porque eles dão muito, cobram mais ainda e se tornam chatos. Uma pessoa segura não tem medo de ficar sozinha, mas teme ficar mal acompanhada e estas pessoas fascinantes escolhem e são escolhidas e sabem que o amor é uma escolha.

Por amor tantos já sofreram, mas não amar por medo de sofrer, é como não nascer por medo de morrer. O amor que buscamos está quase sempre do outro lado do abismo, além, muito além das cortinas do medo. Relacionar-se é uma aventura semelhante ao caminhar nas neblinas sem ter certeza alguma de onde vai chegar.

Se alguém amasse “por” sua beleza, por ser inteligente ou sensível, por sua dedicação e honestidade; não estaria de fato amando, mas teria talvez se encantado pelas qualidades que a pessoa tem. Tantos têm ou poderiam ter estas mesmas qualidades e outras mais, e tais características poderiam estar por aí dispersas em milhares de pessoas e nem por isto as amamos e nem lhes abrimos as portas dos nossos corações.

Então vamos recorrer às velhas convicções que desenham de longe o que tende a ser este misterioso sentimento que chamamos amor. Para começar, uma pessoa não é amada por ser boa, bonita, inteligente, honesta ou alegre. Talvez ela seja do bem e tenha todas estas qualidades possíveis, mas na verdade, uma pessoa não é amada por ser boa, ao contrário, é mais provável que ela se torne boa por ser amada e vivenciar a graça do amor.

E existem aqueles que acham que os outros merecem ser amados por serem do bem; o que é um erro, porque ninguém deveria amar e ser amado por merecimento, porque amor não tem nada a ver com merecimento. Todas as pessoas são merecedoras de amor por piores que sejam. Mas têm aqueles que acham que os outros têm obrigação de amá-las e querê-las bem porque se acham merecedoras, porque é seu cônjuge amado e presenteado, porque são pais ou lhes devem favor. Evidentemente que amor não se cobra! A gente ama “e” é amado, mas não ama “para” ser amado porque assim o amor seria um jogo estratégico, algo manipulável, sem espontaneidade e liberdade.

O amor falso é interesseiro, é cheio de razões e porquês e dele podem nascer críticas porque as expectativas de receber amor não foram atendidas. O dar e o receber se equilibram naturalmente onde existe amor. Diz-se “eu dei tanto de mim”, e ele ou ela não me retribuiu. Esta retribuição forçada e imediata aniquila a relação! Esse amor esperado ou cobrado é falso e quando alguém ama tudo acontece livremente, sem cobranças e nem controle de ninguém. O controle é o oposto do amor. O relacionamento amoroso não é bem aquilo que a gente “faz” dele, mas flui quando agimos apenas por agir e sem expectativa de nada em troca.

Ao contrário do que pensamos, as relações de amor são e precisam ser cheias de conflitos para que estas coisas que nos perturbam sejam melhoradas em nós. O universo não transforma você, nem a sua vida e as suas relações, a mudança pressiona para que você transforme algo importante dentro de si e essa mudança transformará a sua relação com o outro, com o mundo e sua realidade.

Não existem fórmulas para o amor e não há como aprender amar. Não existem cursos. A experiência de um não serve para mais ninguém. E como disse o poeta; vamos caminhando e descobrindo que caminhos não existem. Os caminhos nascem com o nosso andar, andando e fazendo caminhos com o nosso caminhar. Assim também é com o amor esse velho desconhecido, que também vai nascendo enquanto caminhamos e cada um vai aprendendo amar enquanto ama.

É maravilhoso plantar e colher os frutos, mas embora saibamos semear, desconhecemos que entre o plantar e o colher existe o regar, o cuidar e a esperança pelas transformações necessárias, que não ocorrem quando queremos que elas ocorram, mas surgem quando é chegada a hora de se transformarem. Ter paciência é mágico. Quem não sabe esperar, se desespera, e impaciente, vai perdendo o sentido da esperança.

Os viciados em pessoas são dependentes e agressivos, e não percebem coisas óbvias por estarem vendados pelo vão egocentrismo. Se alguém ama a uma flor que não a colha, pois colhendo ela morrerá e deixará de ser o que você ama. Por isto, se você ama a sua flor a deixará livre para ser e para viver, pois o amor não tomaria posse de nada, mas viveria feliz com a simples apreciação daquilo que ama.

Nos anos de 1984 fui durante dois anos mensalmente estudar em Porto Alegre as questões da Logoterapia e do sentido da vida em que me tornei especialista. Geralmente me hospedava num hotel que pertencera ao comentarista e ex-jogador de futebol, Falcão, que cedeu àquele velhinho um quarto em seu hotel para que ele vivesse o resto dos seus dias. Foi naqueles dias que eu conheci pessoalmente o poeta Mario Quintana, já muito idoso e no fim da vida.

Quando eu chegava, ele me via e conversávamos por horas sobre o sentido da vida e do amor numa linguagem somente nossa. Naquela época ele fazia as suas reflexões sobre as borboletas e dizia: “Se você ama as borboletas, não corra atrás delas. Plante flores no seu jardim que elas virão até você”. Nas sábias palavras do velho poeta e amigo, estava a reflexão de que “parte da beleza das borboletas está em sua liberdade”.

Tenho afirmado que as pessoas não se relacionam necessariamente para serem felizes ou porque se amam, mas por precisarem ficar juntas por algo que desconhecem e que só a alma sabe, e que às vezes nem elas sabem que as suas almas sabem. Algumas pessoas precisam das suas crises, criam as suas próprias tempestades e depois ficam tristes quando a ventania lhes derruba a casa. A tragédia e a dor parecem fazer parte do amor e por amar ser tão complicado e tão difícil, só amamos quando somos enfeitiçados pelos vínculos da mais bendita graça.

Seria absurdo compreender algo inexplicável e ninguém tem, nem poderia e muito menos deveria ter a mínima ideia sobre as razões por que amamos quem quer que seja. Se amar não tem lógica, de certa forma, isto explicaria por que tantos pais enlouquecem tentando impedir seus filhos de ficarem com alguém que eles não aprovam. Seria impossível aceitar que amassem àquela pessoa, percebem que vai dar tudo errado e que um não tem nada a ver com o outro. Eles vêm com os seus olhos cegos de amor e não com o olhar dos filhos com a lógica dos apaixonados.

Para eles os filhos estão numa rota de colisão, na eminência de um “desastre” e todos percebem que eles se darão mal, que serão infelizes e vão sofrer (assim como os próprios pais sofreram). Sim, mas quem disse que eles estão juntos para serem infelizes? Na verdade, eles não querem nada com esta tal felicidade. Eles precisam padecer o que precisa ser padecido e assim aconteceu também com o papai e a mamãe e os avós! No consultório nem todos que aparecem desejam cura. Tentar ajudá-los seria no mínimo arrogante. Eles não precisam da ajuda de ninguém, pois como diz o poeta Almir Sater: “Cada ser carrega em si o dom de ser feliz”.

O amor não tem nada a ver com a felicidade e a felicidade amorosa é uma coisa que dói.

Nada deste mundo poderia mudar o destino dos filhos apaixonados e muito menos convencê-los de que estão em um caminho errado, mesmo porque “não existem” caminhos certos ou errados.  Os caminhos nascem “on demand”, sobre medida, exatamente como precisamos que eles sejam. Ninguém está com a pessoa errada. Pelo contrário, eles se escolheram a dedo e exaustivamente, e cada um é exatamente o que o outro precisa para que eles possam viver aquilo que por eles precisa ser vivido.

E de novo se confirma o credo de que tudo o que é importante está protegido pela vida e não se perderia por razão nenhuma e por nada desse mundo. A vida vai comprovando isto! As ideias que fazemos sobre nós mesmos são quase sempre fantasiosas e equivocadas, precisam ser questionadas, trituradas pelas dúvidas e a única certeza que temos é de que neste quesito temos apenas e tão somente dúvidas.

Quando um critica o outro, trata-se apenas de uma manifestação da sua visão (ou da sua cegueira) em relação ao outro e em relação à sua própria vida projetada no outro. Todos são igualmente responsáveis. Aquele que reclama é exatamente quem escolheu a pessoa da qual reclama. Ela é como ela é, porque os fatos que precisavam ser vividos pedia que eles fossem com eles são. É neste sentido que o conceito de vítima não é mais sustentável e muito menos aceito no contexto das relações amorosas. Ninguém é vítima de ninguém e nem poderia sê-lo.

Todos têm a companhia que precisa, nem melhor e nem pior, temperada com os vícios e as qualidades essenciais para viverem aquilo que precisa ser vivido, deste e não de outro modo, para que desfrutem o que precisa ser desfrutado e padeçam o que precisa ser padecido.

Por isto nascemos na comunidade certa, no país certo, com os parentes e os amigos que tínhamos que ter sem por e nem tiram nenhum detalhe. O nosso corpo foi dimensionado para nos proporcionar o prazer, a saúde e a felicidade que tínhamos por direito, mas também o que havíamos que sofrer, para termos aquilo que temos que ter, segundo os nossos méritos que foram se construindo com as mãos poderosas das nossas famílias.

A nossa companhia é a que precisávamos para termos a saúde, o lugar e conforto merecido. Precisávamos passar pelas necessidades pelas quais passamos, pelas alegrias e dores na intensidade exata, tudo dimensionado por uma justiça irritantemente justa e transcendental, que se oculta além da nossa compreensão. A nossa profissão, os nossos amores, os amigos e até os nossos inimigos, assim como os recursos oferecidos pela vida e pelo trabalho, foram também aqueles que pedimos e foram precisamente aqueles que escolhemos.

O nosso trabalho foi escolhido espontaneamente para a nossa realização, a mesma coisa em relação aos nossos familiares, amigos e até os desafetos que atraímos por afinidades. Podemos mudar isto? Claro que sim! Não podemos decidir quanto à vida e a morte, mas enquanto vivos, o nosso destino está sob o nosso controle. Podíamos atrair o que atraímos, mas também podemos buscar e modificar ou rejeitar aquilo que não queremos para nós mesmos com a força da lei do dar e do receber, mas não sem antes quitarmos as dívidas com a história e com o campo.

Querendo modificar as nossas vidas podemos escolhe um destino melhor, semearmos o melhor de nós compreendendo mais e criticando menos. Não devemos julgar porque isto seria fazer justiça com as próprias mãos. Perdoar não é esquecer. Perdoar é não falar mais sobre o que machucou. Muitos perdoam e com o tempo passam a usar o perdão contra os que foram perdoados. Nós precisávamos que aqueles que erraram errassem conosco e os que nos prejudicaram, trabalharam sobre demanda atendendo às nossas necessidades de autossabotagem.

De fato, às vezes somos cruéis demais conosco mesmos! Somos bonzinhos demais com pessoas que nos fazem mal e carrascos em exagero com aqueles que nos fazem o bem, mas tudo está certo sendo como é. Todas as pessoas estão certas, sendo aquilo que elas são!  Elas podem se transformar e mudarem, mas isto é uma questão de escolha.  Elas são exclusivas no mundo onde não existem errados, nem o bem e o nem o mal, nem o melhor e nem o pior, exatamente por sermos diferentes e vermos as coisas a partir de ângulos exclusivamente nossos.

Assim foi com Judas que agiu com o seu Mestre, para a consumação do que tinha que ser consumado. Se Judas não tivesse atendido o seu propósito, nada teria se consumado e o projeto de Deus não teria se concretizado. Não teria havido um erro de Deus no script, não é mesmo? Assim também acontece conosco, quando às vezes precisamos que alguém nos prejudique e nos faça mal por motivos que nós mesmos desconhecemos.

Atraímos os fatos e os acontecimentos. Rejeitamos o que precisava ser rejeitado. Não fomos vítimas da outra pessoa se não nós mesmos. Temos todo o poder para nos fazermos o bem e o mal. A felicidade, a cura e as mudanças estão em nossas mãos se programarmos nossas vidas com metas, buscando o bem e gerando no universo uma tensão de retribuição, mas se o fizermos como “estratégia”, corremos o risco de obtermos falsas mudanças.

Se fizermos o bem “para conseguirmos algo melhor” estaremos jogando com o mundo e brincando com a transcendência. Devemos fazer o que fazemos gratuitamente, por amor e por ética e então a retribuição virá no seu devido tempo. Tudo isto é amor.

De qualquer forma devemos buscar o bem mútuo dentro de um sistema ganha – ganha, porque se quero crescer neste mundo, devo fazer com que todos os que estejam à minha volta cresçam comigo. Quando suporto a vitória do outro vivo melhor, e se erramos até agora, não faz mal, pois afinal, “se não podemos ter um novo começo, podemos escolher um novo fim” e assim transformamos o mundo.

Ninguém entrou em nossa vida por acaso, e elas podem chegar e passarem, podem ficar para uma vida inteira ou permanecerem para sempre. Enquanto isto ocorre, que o nosso amor seja real e tenha alma, e como disse o poeta com toda sabedoria, este amor só existirá se ele acontecer por razão nenhuma e sem porquês.

Se você amar, ame somente pelo amor do amor. Não ame pelo olhar, pelo sorriso bonito, pelo modo de falar manso, honesto e brando. Não ames por precisar do ser amado porque seria apenas interesse. Ame pela paz que você sente na presença do seu amor muito embora ele não tenha nada a ver com isto. Ame por sentir a sua alma feliz e apaziguada pela comunhão do amor com o seu amor.

E se, por outro, lado me perguntassem “como” eu te amo eu responderia simplesmente:

– Como te amo? Deixe-me contar as formas como eu te amo. Amo-te o mais profundo e largamente que minha alma alcança, além dos limites visíveis e os confins do ser e da graça ideal.

– Amo-te até nas coisas mais simples e nas mais ínfimas necessidades do dia a dia, à luz do sol e das velas. Amo-te com liberdade plena dos buscam por justiça e com a pureza que nasce das mais contidas preces.

– Amo-te com a paixão das minhas velhas mágoas e com a fé da ingênua infância.

– Amo-te com um amor que me parecia perdido, com todo o meu fôlego, com o sorriso e as lágrimas de uma vida inteira! E se Deus quiser depois da minha morte eu te amarei melhor.

E como dizia a poeta Elizabeth Brown: – Eu te amo não pelo que você é, mas pelo sou quando estou com você. Pelo que eu consigo de mim quando estamos juntos ainda que seja apenas em pensamentos.

Dizem que o amor moderno têm começo, e-mail e fim. O amor se contamina por nossas crenças e embora elas não nos façam pessoas melhores, as nossas atitudes e comportamentos, estes sim nos melhoram, não para sermos mais amados, mas para sermos mais felizes e o amor sempre foi concretamente aquilo que a gente fez.

Invertemos tudo! As pessoas foram criadas para serem amadas e as coisas foram feitas para serem usadas, mas uma das razões porque o mundo se tornou tão caótico é porque as coisas estão sendo amadas e as pessoas estão sendo usadas. Por causa deste uso indevido das pessoas é que o amor não é dirigido para a pessoa, mas para as qualidades delas, para o que elas têm; para o que elas representam e não para que elas são. É o amor pelo status, pelo que se ganha através do outro, com um amor utilitarista, interesseiro e que de amor real quase nada tem.

José Carlos Vitor Gomes, Psic.
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