Constelações Familiares e Empresariais

Conheci Bert Hellinger há muitos anos através de Jeffrey K. Zeig, Ph.D. em um dos eventos organizados pela Fundação Erickson por volta dos anos 1994 e naquela época as constelações ainda se desenvolviam e eram seminais. Certa vez conversando com Jeff creio que nos convencemos que ele iria começar a publicar e pouco depois ele fundou a editora Zeig, Tucker and Tissen e para minha surpresa, o primeiro livro a ser publicado foi precisamente o livro de Bert Hellinger chamado “Love is Hidden Simmetry” que tinha sido publicado em alemão e saía então em Inglês.

Este é o livro “A simetria oculta do amor” que no Brasil foi publicado pela Editora Cultrix e cuja cópia eu recebi assim que foi lançada pela editora do prof. Jeffrey Zeig editor de algumas das obras de Bert Hellinger a partir de 1998.

Portanto eu conheci as constelações familiares quando ainda estavam começando nos anos 1994 ou 1995 e recebi como presente do amigo Jeff da The Milton Erickson Foundation, Inc. uma cópia da versão inglesa do mesmo; “love is a hidden simmetry” que no Brasil apareceu como “O amor é uma simetria oculta” e desde então já me interessava pelas constelações familiares. Mais tarde, conversando com Bradford Keeney, Ph.D. meu querido amigo e professor, ele chamava atenção para as origens das constelações familiares na obra de Ivan Boszormenyi-Nagy que eu mesmo em 1996 trouxe ao Brasil para um workshop em São Paulo.

O Bradford Keeney, mencionava outras origens das constelações familiares como por exemplo entre os sistêmicos e o psicodrama de Moreno, mas tudo isto em uma conversa livre, um papo em que falamos livremente, mas esta suposição de muitos anos atrás se confirma na obra de Suzanne Frankl, “O rio não olha para trás”.

O conceito de Tele de Jacob Levy-Moreno se assemelha à visão dos campos mórficos, ao conceito de Campo, desenvolvido por Bert e isto fica claramente explicado nos escritos de Suzanne Franke sobre as constelações familiares.

Moreno faleceu em 1974 e Zerka Moreno, continuou seu trabalho e esteve no Brasil a meu convite para workshops algumas vezes e também estive no Instituto Moreno em Beacon, USA para aprender e estudar com ela além de ter sido responsável pelo lançamento de alguns livros do Moreno que estavam esgotados na extinta Editora Mestre Jou e o livro de Zerka em nosso meio, como por exemplo o “Psicoterapia de Grupo e Psicodrama, “As Palavras do Pai” do próprio Moreno e “Cantos de amor à vida” de Zerka Moreno e com esta formação eu talvez tenha me preparado para vivenciar melhor as Constelações Familiares.

Zerka e eu no salão de conferência do Instituto de Psicologia da USP em 1994, quando organizei o primeiro workshop para ela no Brasil. Uma das três belíssimas apresentações, algumas feitas no Auditório da USP e outras no antigo Hotel Eldorado Higienópolis de São Paulo, assistidos por mais de 600 pessoas.

Nagy, um velho psicoterapeuta húngaro, tinha escrito o livro “Invisible Loyalities” que nunca chegou a ser publicado em português e que em espanhol apareceu no final da década de 1970 com o nome “Lealtades Invisibles” pela Editora Amorrortu, mas em inglês surgiram outros textos importantes, como por exemplo “Between give and take”, do próprio Nagy que antecipava as ideias sobre o equilíbrio entre o dar e o receber (nesta ordem).

Este é o Dr. Ivan Boszormenyi-Nagy (1920-2006) como eu o conheci quando esteve em 1996 a meu convite para um workshop organizado em São Paulo. Seu livro “Lealtades invisibles” é considerado uma parte da fundamentação teórica das constelações familiares. Eu tive a honra de ser seu aluno e de apresentá-lo ao vivo para certa de 200 pessoas que esteve na magnifica apresentação em São Paulo.

Mais recentemente, depois de quase 20 anos de evolução das constelações sistêmicas a Dra. Suzane Franke lançou um livro sobre a fundamentação teórica das constelações sistêmicas chamado “O rio não olha para trás” e se reporta aos trabalhos sistêmicos de Jacob Levy-Moreno onde o conceito de “tele” é sua aproximação ao conceito de “campos mórficos”, a terapia familiar sistêmica de Virginia Satir sobre formação dentro da abordagem sistêmica e as abordagens contextuais ou transgeracionais de Ivan Nagy.

Virginia Satir assim como Moreno, Nagy e Rupert Sheldrake compõem algumas das bases filosóficas das constelações familiares, com a diferença que ela (Virginia) não gostava muito de fazer viagens internacionais. Foi uma das maiores celebridades entre os terapeutas familiares. Conheci Satir em dois workshops nos Estados Unidos, e não tive tempo de trazê-la para um workshop no nosso país e logo depois ela faleceu em 1988 aos 72 anos de idade.

Eis uma foto de Virginia Satir de quando ela tinha pouco mais de 60 anos. Ela tinha uma capacidade impressionante de lidar com plateias e de conduzir vivências e foi uma das terapeutas que mais influenciaram abordagens como a PNL – Programação Neurolinguística, a psicoterapia familiar e a Gestalt Terapia e por fim, tem sido considerada uma das bases filosóficas para as Constelações familiares sistêmicas, uma vez que ela era clara e abertamente uma das psicoterapeutas mais sistêmicas que existiu e tenha de alguma forma influenciado Bert Hellinger embora provavelmente eles sequer tenham se conhecido, uma vez que ela faleceu em 1988 quando as constelações familiares ainda não tinham surgido.

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Rupert Sheldrake, Ph.D. é biólogo de formação e tem sido um dos pesquisadores mais extraordinários dos últimos anos além de ser um pesquisador com achados essenciais sobre a memória da natureza e sobre os campos mórficos. Um dos seus livros se chama “A presença do passado”, onde ele informa que o passado não existe, porque ele está conosco aqui agora e nos influencia no presente e, portanto, o passado é presente.

O conceito de ressonância mórfica revolucionou o mundo das ciências e da comunicação mais sutil e com Bert Hellinger demonstram que não existe segredo e que a mentira é impossível. O criador da abordagem das Constelações Familiares tem trocado conhecimentos com Rupert, além do fato da sua companheira ser também consteladora.

Suas influências nas constelações familiares têm sido fundamentais e ele se encontra presentemente em plena atividade, escrevendo, pesquisando, dando cursos e palestras sobre os seus achados científicos e suas conferencias são concorridas em todo mundo.

Quanto às minhas buscas pessoais, portanto, tenho estudado Bert Hellinger desde quando recebi de presente do amigo e professor Jeffrey Zeig, Ph.D., presidente da The Milton Erickson Foundation, Inc. o livro “Love is a Hidden Simmetry”, como afirmei acima, ou “As simetrias ocultas do amor” em 1999 e este foi o primeiro livro da sua conceituada editora que se especializou em literatura ericksoniana e se chama Zeig & Tucker Publishers.

Posteriormente, assisti palestras e workshops com o próprio Bert Hellinger e iniciei a minha formação com os professores Peter Spelter e Tsuyuko Spelter e desde 2006 tenho estado profundamente envolvido com as Constelações Familiares. Entre 2006 e 2015 fiz dezenas de workshops e constelações com temas pessoais o que foi me tornando “certificado” e me faz sentir seguro para conduzir constelações e mesmo assim continuo os estudos e o aprimoramento por acreditar que as constelações familiares estão evoluindo.

Após anos de dedicação e formação com os autores acima mencionados (Nagy, Satir, Moreno, Sheldrake) que são por muitos considerados os pilares e as bases teóricas e filosóficas eu descobri então os professores Peter Spelter e Tsuyuko Spelter que são consteladores e comecei pelo lado errado, conhecendo as dimensões teóricas da criação de Bert e das constelações familiares e comecei a conhecê-la pela cabeça e isto, francamente me prejudicou um pouco.

Nos últimos anos temos sido um dos organizadores dos workshops de Peter Spelter em Araraquara e Campinas, e como psicólogo, acabei desenvolvendo um recurso pessoal que tenho chamado de “Psicoterapia de base constelacional” tentando ser psicoterapeuta sem abrir mãos das constelações familiares sistêmicas, o que não tem sido difícil dada nossa formação original como psicoterapeuta sistêmico.

Sobre as Constelações

Atendo como psicoterapeuta e, eventualmente, uma vez ou outra quando os temas aparecem eu promovo constelações individuais, utilizando bonecos ou não, e incentivo os meus pacientes a participarem dos workshops que também tenho organizado com Psicóloga Suely Bichuet Inácio para os professores Peter Spelter e a Tsuyuko.

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O Professor Peter Spelter e Tsuyuko Jinno Spelter, dos quais temos sido alunos desde 2007 e me melhore graças à ajuda preciosa deles e para os quais temos organizado workshops sobre constelações familiares para a região de Araraquara, para clientes de Campinas e de Araraquara. O Peter e a Tsuyuko têm sido os meus mentores e creio que também para a Dra. Suely Bichuet, embora aqui eu me apresente e tenha que falar unicamente por mim, haja visto que ela tenha a sua magnífica trajetória clínica.

Quando o paciente pede apenas constelação e não querem fazer terapias, eu faço uma sessão e longa, usando recursos ideomotores, bonecos e sessões de constelação individual com resultados quase sempre extraordinários senão de cura, mas também de compreensão do sentido da enfermidade ou do sofrimento.

Assim, atualmente (ano 2015) o meu trabalho tem uma tendência pessoal depois de tantas influências, eu que fiz formação clínica em Logoterapia, Psicoterapia de casais e famílias, em hipnose ericksoniana e, finalmente, certifiquei-me em Constelações Familiares Sistêmicas, que atualmente tem sido o foco do nosso trabalho.

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